Você é uma daquelas pessoas que, acostumadas com os preços de hotéis no “resto” dos Estados Unidos, acha um absurdo o preço das diárias da rede hoteleira em Nova Iorque? Você sente calafrios quando vê hotéis em Orlando por mais de USD 70? Pois é, eu também.
Mas, recentemente comecei a rever meus conceitos ao precisar me hospedar em Marília, interior de São Paulo. Ao pagar R$ 160,00 para ficar em hotel bem “mais ou menos”, que nem sequer restaurante e serviço de quarto tinha, cujo café da manhã era pior que do Ibis e, para finalizar, tinha diárias de balcão de R$ 215,00 para o apartamento standard, algo aconteceu. Resolvi fazer algo que jamais fizera quando me hospedo no Brasil: converter a diária para dólar, e aí veio o susto: 94 dólares para me hospedar em Marília?! Tem algo errado com o mundo.
Com o mesmo valor em Orlando hospeda-se em hotéis de primeira linha, com uma extensa lista de itens de lazer, ou até, dependendo da época, dentro dos hotéis do complexo Disney. Com muita procura, é possível se hospedar em um hotel simples em NY. Ok, em um hotel simples, mas em NY! E não em Marília.
E aí comecei analisar nossa rede hoteleira. Paga-se em média R$ 150,00 para se hospedar em um Ibis (para lá de despojado) em São Paulo, capital; são 90 dólares! Ora bolas, porque faço tanta economia com hotel toda vez que vou a Flórida, sendo que há tantos hotéis bacanas lá e mais baratos que nossos Ibis?
Veja, uma diária em um Resort no nordeste pode custar apartir de R$ 800,00, e em alguns, nem tem tudo incluído. Estamos falando em quase 500 dólares. Por esse valor é possível ficar em uma suíte bacana no Grand Floridian dentro da Disney, que é o hotel mais caro do complexo, com direito a spa, club level e tudo mais. Não da para comparar as o Walt Disney World Resort com a Costa do Sauípe, por mais diferentes que estes sejam entre si.
Ou ainda, dá para ficar no Waldorf Astoria, o hotel de luxo mais clássico de NY e ainda sobra troco ou até, no Burj Al Arab em Dubai (via operadora), considerado o hotel mais bacanudo do mundo.
Em resumo: quando falamos que a hotelaria mais cara do mundo está em NY ou Paris, estamos errados. A hotelaria mais cara do mundo e com o pior custo benefício é a brasileira.
Nunca mais vou comprar hotéis no exterior da mesma maneira.
Pense nisso em sua próxima viagem e se permita ter um pouco mais de conforto, senão, vai acabar deixando o que economizou nos “Ibis da vida” a próxima vez que tiver de ir a qualquer lugar do Brasil.
O grande evento do ano no Brasil (ao menos no primeiro semestre), sem dúvida é o show U2 360. Mais uma produção multimilionária da banda mais bem sucedida de todos os tempos.
Como era de se imaginar, para um evento desse tamanho havia várias modalidades de ingresso: desde R$ 70,00 na arquibancada superior atrás do palco até R$ 1000,00 para a famigerada RED ZONE.
O show foi visto por mais de 60mil pessoas, das quais, pouco mais de 1500 tiveram o privilégio de ficar na “zona vermelha”, e eu fui um delas. O que os outros 58mil fãs querem saber é: o que essa tal RED ZONE tem de tão especial para valer exatos R$ 1077,oo (incluindo aí a taxa de conveniência)?
Para usar algo mais forte que palavras, aqui vão algumas imagens que falam por si só feitas por mim:
Posso lhes afirmar que, qualquer coisa fica literalmente muito pequena perto de tudo isso. Ou seja, não há banheiros exclusivos, entrada diferenciada, brindes ou qualquer outra coisa que possa se comparar a sensação de poder estar tão perto do palco.
A Red Zone é composta de dois espaços laterais ao anel externo do palco e também ao espaço localizado no anel interno do palco, quem está na “RZ” tem acesso a tudo e pode ver o show de vários ângulos (sempre os melhores), fora, como já comentei antes, entradas exclusivas, banheiros exclusivos, brindes e outros mimos. Só faltou uma saída exclusiva.
Ou seja, o que faz a Red Zone ser tão especial é o fato de poder, de fato, ver o U2, e não se mais um espectador de telão, o que não é muito diferente de ver o DVD.
Espero que eu tenha outras oportunidades como essa de ver outros grandes artistas do mundo.
Se você tiver a oportunidade, mas está em dúvida por questões financeiras, eu afimo: vá com tudo, a vida é curta e dinheiro se ganha novamente.
Do resto, nem preciso comentar a famosa falta de estrutura e organização dos eventos que acontecem por aqui, preciso?
Mas acreditem, até isso ficou de lado.
Para finalizar, um video gravado por mim durante o show.
RIO – As pequenas e médias empresas brasileiras devem movimentar em torno de R$ 30 bilhões em negócios durante a Copa de 2014. A estimativa partiu do presidente do Sebrae, Luiz Barretto, durante divulgação de estudo da entidade, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), detalhando 448 oportunidades de negócios para pequenos empreendedores em quatro setores nas 12 cidades brasileiras que serão sedes de jogos do evento mundial.
Barretto explicou que recente estudo da FGV com a Ernst & Young estimou que a economia brasileira pode movimentar em torno de R$ 150 bilhões durante o evento. Deste total, as pequenas e médias empresas devem deter fatia em torno de 20%. “Os pequenos e médios empreendedores já representam em torno de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do País“, explicou Barretto, ao comentar a estimativa. “Mas nosso desejo é superar este porcentual, e ultrapassar estes 20% durante a Copa“, acrescentou.
Para incrementar a participação das pequenas e médias empresas durante o evento, o Sebrae tem usado recursos de R$ 79,3 milhões no Programa Sebrae Copa 2014, que serão alocados até 2013 para desenvolver incentivos na preparação de pequenos empreendedores para a Copa.
Entre as ações previstas no âmbito do programa estava a elaboração do estudo, que tem como objetivo analisar oportunidades de negócios em nove setores: construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção associada a turismo, comércio varejista, serviços em geral, vestuário, madeira e móveis e agronegócios. Hoje, o Sebrae divulgou o mapeamento de oportunidades nos quatro primeiros segmentos; os detalhamento de possibilidades de negócios nas outras cinco atividades deve ser anunciado em maio.
Na prática, as informações coletadas pelo Sebrae em parceria com a FGV serão repassadas pela rede do Sebrae para os interessados em desenvolver seus negócios durante o evento. Entre os setores já detalhados, o da construção civil surgiu como destaque, com 128 oportunidades de negócios para pequenas e médias empresas, de acordo com o levantamento. “Creio que de uma maneira geral, o segmento de serviços é o que oferecerá mais oportunidades de negócios para os pequenos empreendedores durante a Copa“, acrescentou.
Barreto informou ainda que o Sebrae tem realizado reuniões para aproximar pequenas e médias empresas dos gestores de obras e empreendimentos relacionados ao evento. “Tive uma reunião com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) para colocar em contato os associados da entidade que podem ter negócios com a Copa com pequenos empreendedores“, disse. “O Sebrae quer mobilizar o setor para ficar antenado para os negócios relacionados à Copa“, completou.