Você, como eu, se lamentava toda vez que faltava poucas milhas para adquirir seu bilhete prêmio e, nos programas brasileiros – Smiles e TAM – não nos davam a oportunidade de comprar as milhas restantes? Bom, isso agora é passado. Os deuses dos programas de fidelidade (e da Gol) ouviram nossas preces e, como já fazem AA, Delta e muitas outras, o Smiles passará a ter esse produto em breve.
O anuncio foi feito hoje através do canal de Relacionamento com Investidores da empresa e o sistema já está no ar. É possível a compra em lotes de 1000 milhas até 40000, assim como já acontece na American Airlines.
Para começar com tudo, a Gol também anunciou a promoção de bônus progressivos para compras acima de 5000 milhas. Clientes “Smiles” ganham 10% em milhas, Prata 20%, Ouro 30% e Diamante 40%. Milhas compras, bem como os bônus, tem validade de 1 ano, diferente dos 3 anos usuais para milhas voadas ou creditadas por outros meios.
Parece ser mais um passo para os programas de fidelidade tupiniquins ficarem mais sérios e competitivos quando comparados aos das empresas estrangeiras, dos quais, temos de convir, ainda estamos atrás.
Fico particularmente animado com essas mudanças, pois mostra um esforço para o mercado brasileiro alinhar-se com o mercado mundial. Embora saibamos que ainda falta um bom bocado. Digo isso, porque ainda faltam outras “features” para melhorar ainda mais os programas das aéreas como “doar” e “transferir” milhas, quer permite um aproveitamento melhor daqueles pontos perdidos nos programas de milhagem das esposas, filhos… Mas, já temos algo para comemorar, afinal, sem o primeiro passo não é possível dar o seguinte.
Quase ninguém falou sobre o fechamento do PlayCenter. Aliás, pouca gente se lembra de sua existência.
Aberto na década de 70, o parque foi um ícone brasileiros durante muitos anos e referência na América do Sul. Foi o destino de sonhos de algumas gerações (incluindo a minha); ir ao PlayCenter era algo planejado, aguardado, comemorado. Para as classes mais baixas um sonho, muitas vezes, distante. Era um lugar familiar, bem conservado, seguro.
Mas, no final da década de 90, algo aconteceu. Com a construção do Hopi Hari dando problemas e consumindo mais dinheiro do que o esperado, o “parque mãe” foi deixado de lado. Diversas promoções e reduções nos preços fizeram com que a freqüência do parque decaísse bastante, afastando as famílias e o público “original” do PlayCenter. Os adolescentes e arruaceiros dominaram a cena, e o ambiente já não tinha mais nada de divertido, seguro e familiar. E, com o fracasso de faturamento do Hopi Hari, a coisa nunca mais melhorou para o parque paulistano.
A crise ficou clara quando a empresa devolveu a parte frontal do terreno, onde ficava a classica montanha russa “Super Jet”, a “Casa Maluca”, “Enterprise”, a “Roda Panoramica” e um dos pontos de desembarque do “Teleférico”. Fechar, agora, parecia mesmo questão de tempo.
Há também, além da questão Hopi Hari, o fato de Orlando, com o tempo, ter ficado “mais perto” dos brasileiros. Mais e mais famílias começaram a viajar para conhecer o parque dos parques; Walt Disney World. Parece que nada esteve a favor do PlayCenter.
O inevitável aconteceu e o parque fechou suas portas. Embora o dono diga que vai haver uma restruturação e uma mudança de “tema”, para todos os efeitos, o PlayCenter que eu conheci, morreu.
Fico pessoalmente chateado e também constrangido. Chateado porque foi um lugar bacana. Para quem não tinha Disney, havia coisas de nível internacional que eram capazes de nos transportar para um mundo diferente do que vivíamos. Não era um “parquinho” apenas. E sempre o parque se reinventava. As Noites do Terror foram um mega hit baseado no Halloween Party da Universal Studios, que era muito bem produzida e atraia milhares de pessoas. Em minha opinião, era um lugar digno de nota, embora as pessoas insistam em comparar aos parques de Orlando, que para mim, não tem par no mundo.
O lado do constrangimento é o ponto onde realmente quero chegar. Em tudo o que li, os jornalistas parecem considerar óbvio o fim da empresa. Em verdade, o brasileiro considera normal empresas quebrarem em algum ponto. Não digo que seja anormal, faz parte do negócio. Mas, deveria ser exceção. Deveria ser visto com indignação. Mas não é.
Me constrange o fato de ouvir pessoas falarem: “isso um dia iria acontecer, é normal. Ninguém mais vai em parque.” Bem, há uma cidade na Florida central que pensa o contrário e, principalmente, prova o contrário. Desde a inauguração do Magic Kingdom (primeiro parque da Disney World) em 1971, o que vimos e continuamos vendo é o contínuo investimento e crescimento da industria no entretenimento em Orlando. Mas não só lá; a DisneyLand em Anaheim, Califórnia, acabou de passar por uma reforma bilionária que já está atraindo uma montanha de visitantes, além dos habituais que são muitos, mas muitos mesmo.
Então, para mim, a morte do PlayCenter não foi natural. Ela foi causada por falta de alimento, e nós sabemos que, sem comida os organismos morrem.
E do que se alimenta um parque? Falar emdinheiro é muito óbvio. Na verdade, um parque se alimenta de inovação, investimentos contínuos e um esforço sobre humano para não abandonar seus valores. Isso, que é algo que a Disney inventou e aplica como ninguém, é o que atrai visitantes e por sua vez, o dinheiro. Além disso, incentivos do governo de toda sorte, desde infra-estrutura de suporte (como acesso, transporte publico) até incentivos fiscais.
Um vez quebrado esse ciclo, o interesse das pessoas desaparece. Um brinquedo com cara de “barato” e “bum”, as pessoas vão embora. O visitante gosta de se sentir prestigiado, especial. Gosta de sentir que a empresa gastou muito para fazê-lo feliz. Coisa que uma roda gigante mais alta não resolve. É necessário suor e sangue para conseguir esse efeito.
Então meus amigos, não era óbvio e nem sinais dos tempos o que houve. O passar dos dias não é justificativa para morte de uma empresa, seja ela qual for. Assim fosse, não teríamos empresas com mais de 200 anos e mais, se fosse uma característica do setor, Orlando era uma cidade fantasma.
Acho lamentável que isso tenha acontecido e mais lamentável que eu seja um dos poucos perplexos com a situação. E assim, vamos cada vez mais para Orlando, já que a cidade continua movendo nossos sonhos e alimentando nossas fantasias, ano a ano, sempre com uma coisa nova para vermos.
Esse foi o dia em que Fernanda Torres mostrou a que veio ao mundo: falar bobagem.
O conceito de inteligência, para muitos, é ser preconceituoso e usar palavras difíceis para desdenhar daquilo que é o sonho (muitas vezes impossível) de muita gente.
Mas, preconceito nada tem a ver com inteligência. Preconceito é a burrice travestida de arrogância.
Um velho cientista já dizia: “inteligência é a capacidade de se adaptar ao meio.” E quem é preconceituoso, não se adapta a nada. Morre de fome levantando a bandeira da estupidez.
Acredito no direito das pessoas gostarem ou não de qualquer coisa, não é esse o meu questionamento. O porém da história, é usar sua influência para falar bobagem e dar uma demonstração pública de boçalidade. E o engraçado é ver como todo boçal cita literatura clássica (como Dante, por exemplo) para parecer culto. Brega, ultrapassado.
No fundo, Fernanda se ressente da genialidade de um homem que mudou a face do cinema e do entretenimento para sempre. Gostem ou não, gritem e esperneiem, Walt Disney foi um gênio como poucos de nossa era, o que o próprio Steve Jobs sempre reconheceu (e não por acaso morreu como maior acionista individual da Disney Co.).
Enquanto a maioria das pessoas ligadas a dramaturgia reverencia nosso “Tio Walt”, há aqueles que gostam de fazer papel de otários através de um texto presunçoso, pseudo-inteligente.
Pior e falar das maravilhas do Caribe que é o quintal dos americanos, criado e sustentado por eles. O que você está falando, mulher?
“Paraíso plastificado”? Como é que é? Como se as “divinas pirâmides Maias” tivessem sido construídas por uma força do além e não pela mão do homem. Só porque é antigo, não é menos artificial.
Até o rei dos chatos, Washington Olivetto, gosta da Disney. Qualquer pessoa que use a cabeça sabe que, ser esperto é ser aberto. É aproveitar o que o mundo tem de melhor, despido de crenças idiotas motivada pela necessidade patológica de ser diferente, de ser melhor “que os meros mortais”. Quer coisa mais mundana que o carnaval do “seu” Rio de Janeiro?
Querida, você é uma mera mortal; quer cite a Divina Comédia, quer não. Sua coluna vai virar papel higiênico de alguém e um dia, ninguém vai se lembrar que existiu. Agora, não posso dizer o mesmo (e ninguém pode) de Walt Disney, Jobs, Newton, Einstein e “tantos poucos” imortais de nosso e de todos os tempos
Tenho pena dessas crianças, imagine ir a Disney com uma chata dessas? Faça um favor aos seus filhos, mande eles em excursão com os amiguinhos de escola para que possam formar sua própria opinião e não sejam idiotizados pelo seu complexo de superioridade. Não traumatize os pequenos.
Para saber se você gosta ou não de qualquer coisa, experimente! Seja seu próprio juiz e, jamais, deixe de fazer algo baseado no preconceito (principalmente o alheio). E quando experimentar, esvazie sua mente e deixe o sentimento mais primitivo dizer a sensação de estar ali, seja onde for. Só então vai saber se de fato aquilo é bom ou não para você.
Ela foi para a Flórida para julgar e condenar. Para ela Indira Gandhi falaria: “Com o punho fechado é impossível trocar um aperto de mãos.” (foi mal, também quero parecer culto…)
Para aqueles que leram até aqui, muito obrigado e um grande abraço!
Há alguns anos atrás virava a maior febre da internet o vídeo “United Breaks Guitars”, da até então desconhecida banda canadense Sons of Maxwell, do vocalista e compositor Dave Carroll, que fez um protesto bem humorado e bem produzido (diga-se de passagem) para o mundo saber que a United Airlines quebrou seu violão Taylor (uma das marcas mais conceituadas e caras do mercado) série limitada de valor aproximado de US$ 3mil, além do valor sentimental impossível de se mensurar. O vídeo teve em seu primeiro mês mais de 1 milhão de acessos no You Tube enquanto o site da própria United não teve mais de 80 mil acessos no mesmo período.
Na época confesso que a imagem da United ficou bastante abalada para mim, mas, como bom brasileiro, esqueço fácil e em minha última viagem escolhi a United. Não foi preço, foi escolha; esposa grávida de 7 meses, achei que seria o melhor para nós “3″. Apesar de nunca ter voado, sempre ouvi de “frequent flyers” que a United era sem dúvida a melhor empresa aérea norte americana. Ela tem até um certo glamour, já que suas passagens são sempre mais caras que a concorrência, usa só B777 em seus vôos e é uma das fundadoras da Star Alliance, a maior e mais bacana aliança internacional de aéreas.
A ida transcorreu sem problemas, apesar de eu ter reparado que as telas de vídeo eram minúsculas, o sistema não era “on demand” e as instruções de segurança foram dadas como nos aviões pequenos: através de gestos dos comissários, sem vídeo. Mas ainda assim, estava tudo certo.
O problema todo foi na volta; voávamos de Las Vegas para Chicago de onde sairia nosso vôo para o Brasil, porém, faríamos uma conexão em Denver. Foi quando a perna entre Denver e Chicago atrasou uma hora e meia, o suficiente para nos fazer perder o trecho internacional. Chegando em O’Hare, corremos para o portão de onde sairia o vôo, chegamos as 22h e o vôo estava marcado para as 21h34. Ao chegar no portão, nos informaram que o vôo já estava fechado, e mesmo o avião estando lá, não poderíamos entrar e, assim, o Customer Service iria nos ajudar.
No CS, depois de quase 2 horas em pé conversando com a atendente (uma simpática senhora), fomos colocados em um vôo no dia seguinte partindo de Washington/Dulles para São Paulo. A demora se deu pelo fato de todos os vôos estarem lotados (no sistema), e a atendente, vendo nossa situação de “grávidos”, ficou no telefone até que alguém nos colocasse no próximo vôo. Nos deram vouchers de comida e do hotel Embassy Suites em O’Hare. Cansados, mas relativamente tranquilos, fomos embora descansar para voltar para casa no dia seguinte.
Aí nossas “desventuras em série” começaram; no hotel, o voucher da United foi recusado, tive que pagar uma diária de mais de 200 dólares do meu bolso. Nem preciso contar que dormir foi muito difícil.
No dia seguinte, apesar de termos muito tempo entre o vôo até Dulles e o vôo para o Brasil, nosso avião, um B757, precisava trocar uma peça por determinação do FAA (ANAC dos EUA); nenhum 757 decolaria aquele dia sem essa peça nova. O avião deveria partir as 13h00 e nós sairíamos de Dulles apenas as 22h30 (lembrando que Washington está uma hora a frente de Chicago). Conforme o vôo atrasava, eu ia no Customer Service tentar outro vôo para Washington para evitar o pior. Mas, em meio a muita grosseria (especialidade do pessoal de terra da United), eles me diziam que eu tinha muito tempo e que nosso vôo nos deixaria em Dulles com sobra para pegar nossa conexão. As 18h00 (19h em Dulles) embarcamos, ficamos uma hora dentro do avião quando fomos avisados que não decolaríamos. Nisso já eram 20h em Washington, não havia mais vôos que nos deixasse a tempo de irmos ao Brasil; o pior acontecera, após 10 horas em O’Hare, perdemos nosso vôo em Dulles.
Quando fui conversar com o pessoal da United, eles já estavam armados até os dentes, afinal, muitos passageiros estavam nas mesmas condições. Sem nem olhar para mim a “United Girl” disse: “Vocês já estão em um vôo amanhã daqui para NY, de NY para Lima (no Peru!!!) e de lá para São Paulo (ela pronunciava “Seiou Paulouuu”)”. Era justamente esse o vôo que a simpática (única da espécie na United em Chicago) senhora tentou por mais de 2 horas ao telefone evitar para nós. Mas, é claro que, a má vontade da pessoa naquele momento jamais a deixaria pegar o telefone e tentar nos ajudar, o que o sistema “falou” ela prontamente atendeu. La fomos nós para outro hotel; pelo menos dessa vez o voucher foi aceito.
No dia seguinte, nos colocaram em um vôo da Delta para NY/JFK e já no check in, quanta diferença; pessoal da Delta era muito educado. Mas, ninguém sabia de nossas malas, a United não havia mandado nada para eles. E começa a saga… Já em NY, tínhamos de fazer check in na LAN, que nos levaria até Lima e de lá a TACA nos levaria para SP, não foi isso que eu paguei, mas aquela altura, iríamos embora até de ônibus. Ao chegar na LAN, do outro lado do “pequeno JFK” e depois de ficar 40 minutos em pé na fila do check in (não, gestantes não tem prioridade alguma nos EUA…) veio outra bomba: o vôo estava lotado e nós, na fila de espera. Era pouco mais de 16h, e eles só anunciariam se embarcaríamos ou não as 22h. Vocês não calculam o que eu senti nesse momento, olhava para a cara da minha esposa sentada a distância e não sabia como falaria aquilo para ela.
Passei a tarde tentando que a UNITED resolvesse o problema que ela mesmo criara mas a resposta era sempre a mesma, “só há vôos com lugares para São Paulo no dia 03/08 – estávamos no dia 31/07 – sua melhor chance é esperar na fila da LAN para ver se te chamam, lamentamos muito.” Depois de muita briga, já dava o tempo de voltar na LAN, e não é que chamaram pelo meu nome? Fui esbaforido ao balcão de check in quando me informaram que só havia um lugar no vôo; um de nós teria de ficar para trás. SERIA ALGUMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO? Os deuses da aviação estavam contra nós? Ou pura e simples falta de capacidade da emissora dos meus bilhetes, a tal United Airlines?
Estávamos no terminal 4 e fomos até o 7 (uma pequena viagem de ônibus, já que aquela hora o “Air Train”estava fechado) para falar no Customer Service (de novo!) e nossa surpresa? Estava fechado. Sem sabermos direito para quem gritar, resolvemos ver onde estavam nossas malas para podermos, ao menos, vestir uma roupa limpa, ir para um hotel e resolver o problema no dia seguinte. Não percam a conta, saímos no dia 29/07 e já estávamos indo para o dia 01/08.
Ao chegar no Bagage Services da United (aberto, tks God!), fomos atendidos com aquela mesma classe pelo Sr. Lear, que de algoz passaria a nosso salvador em poucos minutos. Vendo o que passáramos até ali, minha esposa com aquele barrigão, resolveu arregaçar as mangas e nos ajudar. O sistema repetia a velha conhecida máxima de que só iríamos para casa no dia 03, mas, Mr Lear (como dizia seu crachá), com seu lado bom Samaritano aflorado, não se fez de rogado, pegou o telefone, explicou a situação e em pouco mais de 30 minutos, tinha nossos bilhetes nas mão para o dia seguinte, saindo de Dulles (Washington). E nossas malas? Esse milagre ele não tinha como fazer, elas estavam ainda em Chicago. Mas já não importava, o alívio que sentimos com os bilhetes nas mãos foi tão grande, que daria um beijo na careca do Mr Lear. Nos mandou para um bom hotel e fez o trabalho que seus colegas não fizeram, cuidar de seus passageiros. O detalhe: fomos salvos pelo “cara da bagagem” enquanto o pessoal do “Cuidados aos Clientes” não deu a mínima para nós. Obrigado Mr Lear!
No dia seguinte, em fim, deu tudo certo. Apesar de ficarmos outras quase 10 horas no aeroporto de Dulles, estávamos exaustos, mas felizes, parecia que tudo daria certo. E deu!
A grande ironia é que havia mais umas 10 poltronas, apenas em nossa volta no avião, vazias; mesmo depois de termos ouvido 1000 vezes que todos os vôos estavam lotados em todas as classes (Primeira, Business e Econômica) até o dia 03. A não ser que fantasmas ocupem lugares em aviões, aquelas poltronas estavam vazias da silva. E aposto que nos outros vôos que não nos deixaram embarcar o (des)caso foi o mesmo. Aquela lenda de que te colocam na Primeira Classe ou na Business, para mim, continua sendo só lenda. Se com uma mulher grávida eles não fizeram nada, não sei como eles podem se comover.
Chegando em São Paulo ainda tivemos que lidar com a grosseria da pessoa do serviço de bagagem da United, já que nossas malas não chegaram em nosso vôo, vieram direto de Chicago. Como poderíamos adivinhar? Mais 2 horas no aeroporto. Mas, no estado que chegamos, brigar já não era uma opção.
Ficou, depois de tudo isso, um gosto amargo na boca de termos sido mal tratados, após pagarmos caro por um serviço que não foi entregue. O pior foi ver que a má vontade dos funcionários da United nos impediu de voltar para casa e fez com que vivêssemos, sem dúvida, os piores dias de nossas vidas. Acho que vou ligar para o Dave Carroll e ver se ele topa gravar um novo clipe; “United broke my heart”.
Pensem bem, amigos viajantes, na hora de escolher a empresa aérea que será responsável por suas férias e as conexões que farão. E depois dizem por aí que a Delta é horrível…
Vejam esse lenço de papel que fiz questão de guardar:
Ele diz: “Aviões mudam, valores não. Suas prioridades sempre serão as nossas.” Como publicitário sinto vergonha. Imaginem então se eles não se preocupassem com nossas prioridades? Viajaríamos nos porões.
Áh, para dizer que não falei de flores, abaixo o vídeo do Dave Carroll para aquele que não viram. Notem a indiferença que ele mostra dos funcionários da United no clipe; eles eram assim anos atrás e continuam sendo.
Recentemente me deparei com uma informação diferente daquela que publiquei aqui sobre as novas regras alfandegárias. Pelo que consta, só se pode trazer 1 relógio de pulso e não 3 como eu havia dito.
Mas para provar que não sou louco, nosso governo é tosco e nossa imprensa não ajuda, segue a matéria da toda poderosa Revista Viagem e Turismo que serve para mostrar que não tirei essa informação do além.
Uma parte importante de nossas viagens é a documentação do que vimos em fotos e vídeos, não é mesmo?
E é verdade que a maioria das pessoas lamenta fotos perdidas, desfocadas ou que não saíram exatamente da maneira que queriam. Isso acontece principalmente com fotos noturnas, onde o fundo fica escuro e a pessoa na frente parece um fantasma; o que era para aparecer de fato, não apareceu.
É verdade que com a tecnologia as fotos estão cada vez melhores e nós, amadores, cada vez mais próximos dos profissionais, de certa forma. Mas ainda há o que se aprender para fazer “aquela foto” noturna.
O primeiro é o item fundamental: a câmera. Uma câmera boa é 70% do caminho andado. Não estou falando de câmeras caríssimas, estou falando de equipamentos de US$ 300,00, no máximo. Câmeras com um bom zoom óptico, boas lentes e de marcas confiáveis.
Algumas dicas são: Sony Cyber-shot HX9V ou a Panasonic Lumix ZS10T. Com destaque para a Lumix que usa lentes Leica. A Sony, infelizmente, deixou de usar as lentes Carl Zeiss.
Agora vamos as fotos, a dica é bastante simples: usar o sistema inteligente da câmera, se ele não resolver, usar o modo de seleção de cena adequado. Veja as fotos abaixo:
As duas fotos foram tiradas do mesmo lugar, na mesma hora, porém há um diferença nítida entre as duas; a primeira ficou escura. Nenhuma das duas está lá grande coisa, é verdade, mas servem para ilustrar o que quero dizer.
Qual o segredo? Nenhum. Em ambas a câmera estava no modo “inteligente” que seleciona a cena automaticamente de acordo com a luz, entre outras coisas. A diferença é que, na primeira, o flash estava ligado e na segunda não. Com o flash ligado o sistema da câmera entende que queremos a imagem que está em primeiro plano, e como há a luz intensa do dispositivo, o obturador trabalha mais rápido deixando menos luz entrar e o ISO tendo a ser menor; menos sensibilidade, foto mais escura.
Isso mostra que não é necessário ser um expert se possuir uma câmera moderna, e que o modo inteligente das câmeras atuais já resolve muita coisa. Mas ainda há um problema na segunda foto, ela está muito “granulada”. Há quem ache isso um charme e outros, como eu, que não gostem muito. A “granulação” é resultado do “esforço” da câmera para captar a melhor imagem com o mínimo de luz, para isso, o sistema elevou o ISO em seu máximo, o que resulta em “grãos” de imagem (ou pixels) maiores. É a velha máxima: não dá para ter tudo.
Mas havia ainda um caminho; aumentar o tempo de exposição (abertura do obturador), diminuindo assim o ISO e a granulação. O problema aqui é, mais tempo de exposição menos margem para “tremedeiras”, o que, com a câmera na mão, é muito difícil. E aí, não há sistema de estabilização que salve, pois, ele compensa em parte a baixa exposição com um ISO maior (não há milagre). Então, nesse caso, a salvação é um tripé; existem modelos baratos, leves e portáteis que são uma mão na roda. Agora, se você não liga para granulação, aí você está pronto para clicar.
O modelo usado nas fotos foi a Sony H-20, tia-avó da HX9, porém, com lentes Carl Zeiss.
Abaixo um exemplo de foto tirada com mais exposição e menos ISO.
Note que o céu está “mais preto”, com menos daquelas partículas granuladas. Essa foto foi feita sem tripé, mas como havia mais luz disponível, pude usar um ISO menor, nesse caso, o modo de cena “Paisagem” foi usado sem flash. A câmera foi a mesma.
Outra dúvida é: foto noturna com paisagem e pessoas em primeiro plano. Essas são as que mais dão errado. O motivo é simples: a máquina precisa ter luz para o primeiro plano (que normalmente é o flash) mas manter o obturador aberto o tempo suficiente para a luz mais fraca (do plano de fundo) entrar sem que ele fique escurecido. É uma foto um pouco mais difícil de fazer, pois os “modelos” tem que ficar parados alguns segundos após o flash, para não virarem vultos. E também, pelo tempo de exposição, para um boa foto o tripé é recomendado. No entanto, câmeras recém lançadas já conseguem fazer maravilhas sem muito esforço.
Vamos ver alguns exemplos:
Na primeira foto a máquina “entendeu” que o importante era o segundo plano, por isso, fiquei no escuro. Na segunda, com o flash e um pouco mais de exposição, tudo ficou claro, o fundo e eu. Esse é o típico exemplo de foto com flash que o fundo tende a ficar escuro e aparecer apenas a pessoa em primeiro plano. Há um modo de cena específico para esse fim, identificado pelo desenho de uma pessoa com uma lua ao lado. Muitas câmeras já são capazes de fazer essa foto sem muito esforço no modo automático e sem tripé.
Há ainda fotos noturnas desse mesmo tipo onde é possível dispensar o flash e utilizar a luz ambiente, o que causa um resultado muito mais bonito e natural como as fotos a seguir:
Essa foto da minha esposa e meu filhote em sua primeira visita a Orlando, foi feita com uma Nikon D3100, apenas com a luz ambiente.
Para aqueles que querem ir a um passo além e não se importam em carregar um pouco mais de peso, é hora de partir para uma câmera um pouco mais “pro”.
São as digitais SLR, também conhecidas como “Reflex”. São câmeras com lentes intercambiaveis, daquelas de fotógrafo profissional, mas que hoje, são tão automatizadas que qualquer um pode usar. A câmera da foto anterior (Nikon D3100) custa em torno de US$ 600,00, faz filmes em Full HD e permitirá que você faça fotos como essas:
Alguns modelos de câmeras SLR mais acessíveis.
Nikon D3100
Nikon D5100
Canon EOS Rebel T3i
Sony Alpha 33
Esse são só alguns modelos com os quais já tive contato. Há uma enorme gama de marcas e modelos, basta pesquisar e ver qual se adequa melhor as suas necessidades.
Não tratei de fotos diurnas aqui, pois, fotos com abundância de luz são mais fáceis de fazer. Outra coisa é o enquadramento, que para mim, deve ficar a cargo da criatividade de cada um; não se limite, deixe sua imaginação voar. Tenha em mente ligar o flash, mesmo de dia, em fotos contra o sol se estiver fotografando pessoas. Fotos (contra o sol) que, na época pré digital, eram uma heresia para amadores por “queimar o filme”, hoje ficam magníficas. Mas, se quiser apenas a silhueta como fiz na foto abaixo, aí, o flash deve ficar desligado.
Espero ter ajudado para que sua próxima viagem se torne ainda mais inesquecível, afinal, as fotos nos fazem viajar novamente.
Um grande abraço
Obs: Não tenho a pretensão de ser fotógrafo profissional, nem mesmo chego perto disso. A única intenção desse post é ajudar fotógrafos amadores como eu, apaixonados por boas fotos e viagens, a conseguir as melhores imagens possíveis. Sei, inclusive, que muitas das fotos apresentadas nesse post não são exemplo nem de técnica ou de qualidade, no entanto, são perfeitas para exemplificar cada situação descrita.
Você é uma daquelas pessoas que, acostumadas com os preços de hotéis no “resto” dos Estados Unidos, acha um absurdo o preço das diárias da rede hoteleira em Nova Iorque? Você sente calafrios quando vê hotéis em Orlando por mais de USD 70? Pois é, eu também.
Mas, recentemente comecei a rever meus conceitos ao precisar me hospedar em Marília, interior de São Paulo. Ao pagar R$ 160,00 para ficar em hotel bem “mais ou menos”, que nem sequer restaurante e serviço de quarto tinha, cujo café da manhã era pior que do Ibis e, para finalizar, tinha diárias de balcão de R$ 215,00 para o apartamento standard, algo aconteceu. Resolvi fazer algo que jamais fizera quando me hospedo no Brasil: converter a diária para dólar, e aí veio o susto: 94 dólares para me hospedar em Marília?! Tem algo errado com o mundo.
Com o mesmo valor em Orlando hospeda-se em hotéis de primeira linha, com uma extensa lista de itens de lazer, ou até, dependendo da época, dentro dos hotéis do complexo Disney. Com muita procura, é possível se hospedar em um hotel simples em NY. Ok, em um hotel simples, mas em NY! E não em Marília.
E aí comecei analisar nossa rede hoteleira. Paga-se em média R$ 150,00 para se hospedar em um Ibis (para lá de despojado) em São Paulo, capital; são 90 dólares! Ora bolas, porque faço tanta economia com hotel toda vez que vou a Flórida, sendo que há tantos hotéis bacanas lá e mais baratos que nossos Ibis?
Veja, uma diária em um Resort no nordeste pode custar apartir de R$ 800,00, e em alguns, nem tem tudo incluído. Estamos falando em quase 500 dólares. Por esse valor é possível ficar em uma suíte bacana no Grand Floridian dentro da Disney, que é o hotel mais caro do complexo, com direito a spa, club level e tudo mais. Não da para comparar as o Walt Disney World Resort com a Costa do Sauípe, por mais diferentes que estes sejam entre si.
Ou ainda, dá para ficar no Waldorf Astoria, o hotel de luxo mais clássico de NY e ainda sobra troco ou até, no Burj Al Arab em Dubai (via operadora), considerado o hotel mais bacanudo do mundo.
Em resumo: quando falamos que a hotelaria mais cara do mundo está em NY ou Paris, estamos errados. A hotelaria mais cara do mundo e com o pior custo benefício é a brasileira.
Nunca mais vou comprar hotéis no exterior da mesma maneira.
Pense nisso em sua próxima viagem e se permita ter um pouco mais de conforto, senão, vai acabar deixando o que economizou nos “Ibis da vida” a próxima vez que tiver de ir a qualquer lugar do Brasil.
A Avianca acaba de receber a etiqueta A de Avaliação Dimensional da Anac. Trata-se, segundo a companhia, da primeira aérea brasileira a adquirir a etiqueta no Brasil, cujo objetivo é informar aos passageiros, no momento da compra, a distância entre as poltronas das aeronaves. Para ter direito à etiqueta na categoria A (atribuída a aeronaves com poltronas mais amplas e de maior conforto), a empresa aérea tem de oferecer mais de 73 cm de espaço mínimo entre os assentos. Na Avianca, a distância entre as poltronas de todas as suas aeronaves ainda está acima deste valor. De acordo com o presidente da companhia, José Efromovich, o reconhecimento confirma a estratégia de priorizar respeito ao passageiro com qualidade de serviço e sem nenhum custo adicional. “Estamos muito felizes de sermos a primeira empresa aérea do Brasil com a classificação A da Anac”, afirma o executivo.
Devido os conflitos na Líbia e nos países vizinhos ao norte da África já podemos observar altas no preço do petróleo de US$ 84 contra superação da marca dos US$ 100 o barril. Em detrimento deste aumento, a Petrobras reajustou o Querosene de Aviação (QAV) em 6,52%, a maior alta desde julho de 2009. Este efeito será sentindo pelos consumidores uma vez que as cias aéreas já se preparam para elevar os preços das passagens. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), o reajuste não será imediato mas acontecerá nos próximos meses.
As viagens de negócios já representam mais da metade de toda a movimentação turística no País, e o trânsito dos executivos e empresários deve aumentar este ano. A perspectiva é que o segmento de viagens corporativas ostente números graúdos no Brasil em 2011, ao crescer 8,5% e alcance R$ 23 bilhões em receita. Ano passado, se levar em conta o efeito multiplicador que tais viagens têm na economia, a cifra atinge o parâmetro de R$ 40,09 bilhões, considerando as receitas operacionais de transporte aéreo, hospedagem e locação de veículos. O valor em questão equivale a 56,67% de toda a movimentação turística no País, afirma a pesquisa encomendada pela Associação Brasileira dos Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Abgev).
“Por muito tempo, viagem corporativa era confundida com turismo. O viajante profissional está a trabalho. Na verdade, nós acabamos por subsidiar o preço das tarifas aéreas para o turismo de lazer”, avança Viviânne Martins, presidente da Abgev. Termômetro interessante é o do governo federal, com gastos 30% maiores em 2010 que no ano anterior, em viagens, sendo cerca de R$ 1,7 bilhão. “Há forte expertise no segmento para atender a esta demanda do poder público, o que será benéfico a ambas as partes”, diz o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), Francisco Leme. Mas alerta que as deficiências na infraestrutura criam problemas ao segmento.